ALERJ gasta mais de R$ 100 com catracas de frequência de funcionários que não funcionam

A folha de pagamento indica que a Alerj possui 5.698 funcionários. Instituição afirma que controle é feito por meio de crachás apresentados aos seguranças.

Por Manchete Campos News em 19/05/2024 às 20:53:05

As catracas que ficam na entrada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro(Alerj) nunca entraram em operação. Elas foram instaladas em 2021, para controlar a frequĂȘncia dos servidores, e nunca funcionaram. Sem elas, não é possível saber quem, de fato, aparece para trabalhar.

Elas fazem parte de um equipamento moderno e possuem leitor de digital e liberação automĂĄtica de acesso. A Alerj pagou mais de R$ 121 mil nas catracas.

"A existĂȘncia de um mecanismo de controle efetivo da entrada dos servidores públicos que estão registrados na Alerj contribuiria para garantir que a gente não tenha situações de servidores fantasmas, de rachadinhas, que são esquemas de corrupção graves que acometeram a assembleia legislativa nos últimos anos. Poderia contribuir para uma maior transparĂȘncia do processo legislativo como um todo. A gente poderia passar a saber com quem os deputados estão interagindo, quais são os interesses que estão sendo ouvidos e acolhidos pelos parlamentares", disse Guilherme France, gerente de conhecimento da TransparĂȘncia Brasil.

A folha de pagamento indica que a Alerj possui 5.698 funcionĂĄrios. Sem o controle de acesso, não é possível saber quem realmente trabalha no prédio.

A entrada possui dois caminhos: o dos visitantes, que passam pelo detector de metais e se identificam na recepção; e o dos funcionĂĄrios, que passam pela entrada sem qualquer verificação, até chegar aos elevadores.

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